12.ºE em ambiente universitário: ciência aplicada entre genes e investigação criminal
No âmbito das atividades de enriquecimento científico, a turma do 12.ºE participou numa experiência laboratorial em contexto universitário, aproximando o ensino secundário da realidade do ensino superior.
A atividade foi organizada pelo Professor André Ferreira, com a colaboração da Professora Isabel Plancha, em parceria com o Programa Criar Saberes da Universidade Lusófona, e proporcionou quatro horas de trabalho laboratorial nas áreas da Biotecnologia e da Criminologia. Num verdadeiro ambiente de investigação, os alunos contactaram com procedimentos associados à clonagem de genes, compreendendo as suas etapas fundamentais e a relevância desta técnica na investigação científica contemporânea. Para além da componente prática, foi possível consolidar a compreensão da lógica experimental subjacente a cada procedimento, reforçando aprendizagens desenvolvidas ao longo do ano letivo.
Um dos momentos de maior interesse foi a articulação entre a Biologia e a Criminologia, através de atividades inspiradas nas técnicas de DNA fingerprint (impressão digital genética). A partir de simulações de cenários criminais e da análise de perfis genéticos, os alunos aplicaram conhecimentos de genética molecular para interpretar resultados laboratoriais e estabelecer correspondências entre amostras.As atividades decorreram por etapas, orientadas por docentes universitárias, promovendo uma aprendizagem dinâmica, colaborativa e prática. Ao longo dos diferentes desafios experimentais, foram consolidados conteúdos programáticos como a replicação do DNA, a utilização de enzimas de restrição, a técnica da eletroforese e a importância dos plasmídeos. Esta iniciativa constituiu uma oportunidade significativa de ligação entre o ensino secundário e o ensino superior, permitindo aos alunos aplicar, em contexto real, conhecimentos adquiridos em sala de aula. Para além do reforço das aprendizagens, a experiência contribuiu para o desenvolvimento do pensamento crítico, da autonomia e do contacto com possíveis percursos académicos futuros.
Experiências como esta reforçam a importância da articulação entre instituições de ensino e promovem uma formação científica mais próxima da realidade universitária e profissional.
